Blog para Quem Ama a Verdade e não Defende a Mentira dos Americanos

Turista, onde fica esta foto?

Turista, onde fica esta foto?
Posso dizer que pertence a Portugal, que é uma zona bastante verde. com pessoas bastante acolhedoras.E que na net não encontram esta foto, porque ela é da minha autoria.

Adoro-vos Turistas e Leitores,por isso leiam tudo que vos deixo,que Deus Sagrado Ama-Me Muito

Meus adorados Leitores e Turistas e Seguidores, um Super e Bom Ano para todos vós, com Sucesso, Fé, Amor, Paz, Saúde, Alegria e Felicidade.

Eu escrevi-vos, no dia 01.01.11, por isso, digo-vos leiam, porque a informação deste blog, vai ser dada de um modo diferente, destes anos para cá.
Em 31 dias haverá 2 Páginas: 15 dias, e outros 15 dias a dividir toda a informação.

Leiam o que vos deixei no blog, no dia 01.01.2011.
Quero agradecer-vos pela vossa confiança, mas é aí que eu amo e adoro o meu ego, pois adoro ser verdadeira com as pessoas,e sincera e livre com a Diana a alteza, e ser como ela, pois tenho essa natureza humanitária e sensível, capaz de perceber tudo, neste mundo.

Infelizmente não vivemos num Mundo Justo, mas sim num mundo dos mentirosos e manipulador, e das pessoas que mais poder têm no mundo para destruir e mentir-vos, com Fundações Humanitárias que Nada São humanitárias mas sim fundações para engariar dinheiro para robots, máquinas, bombas atómicas e para pagar para a guerra que é o negócio mais poderoso dos ricos, matando católicos e culpando outro povo, sem ser quem está por trás, como fizeram ao Saddam, que matou, mas em pedido dos Americanos do Norte e reis e políticos. Esta 3ª Guerra Mundial, da Nova Era, vai surgir, leiam os "Protocolos de Sião", ou pesquisem.

Por isso vejam o que andam a fazer, pois Fundações Filantrópicas são fundações que os jornais americanos fazem a sua história e mentem ao mundo, como as pessoas que as têm, pois pensam em Tudo, menos dar vida às pessoas, mas sim matar os católicos, que essas fundações filantrópicas defendem o Diabo e não Deus.

Por isso a maior mentira deste século e de sempre. Por mim, foi descoberta este ano passado, fiquei triste ao saber que milhares de pessoas da Unicef, são assassinadas por essa empresa, como pela da AMI,como: Cruz Vermelha,mas sobretudo quem as gere, pois muitos milionários são hoje ricos neste Século e no outro pela Manipulação e Engano, que ruínam família só por causa do Poder e para ter dinheiro ou biliões para a Guerra e morte e mandam católicos para lá e oferecem muito dinheiro, para os matarem, e eles ficarem por lá. Por isso não se metam na Tropa, nem na Polícia, nem como Militares, trabalhem, menos aí, para vocês um dia se salvarem.

Não vejam programas como Big-Brother, novelas brasileiras da globo, nem apostem tanto nas casas da Misericórdia, nem vejam A casa dos Segredos, que é tudo só para vos prender e para obter dinheiro para a Guerra e vocês a darem indirectamente ao verem e ao jogarem. Por isso joguem sempre com outras pessoas e nunca muito.

O Site Leilões, o Hotel Hilton, são deles também, por isso cuidado onde deixam os vossos dados e contas e cartões.

Facebook se entrar na China, matará milhares de Chineses, pois esta rede e a mais perigosa, delas todas, por defender o Diabo e estar ao lado dos Mais Ricos que contam acabar com o Mundo e Católicos, vejam filmes da FEMA, pesquisem.


Vocês têm lá conta?

Cuidado, com o puxar toda a família e Amigos e dos que são muito ricos, pois os mais ricos dos vossos amigos e famíliares, são quem eles procuram para ter poder para um dia matar milhares de Católicos e convencer estes que são católicos, mas é mentira, pois o objectivo e deixar sem nada e perderem o controlo e o Poder, e ele-vos sem nada para não conseguirem depois fazerem-lhes frente e nem para ajudar quem precisa e que não vos enganará, pois o que eles querem agora é arruinar as pessoas, como fizeram ao Michael Jackson e estão a fazer ao Assange.
Em Barcelos abriram lojas, e fingem ser católicas, pois o objectivo é atingir as 95 freguesias e os políticos e tê-los no Grupo e deixarem depois o povo, sem nada e essas pessoas que vivem com algum poder, darem a eles para depois eles matarem-nos e dizerem que é dinheiro para boas acções quando é tudo menos para isso, mas para arruinar o povo e matar milhares de Católicos.
Católicos como eu, por isso acordem, que eu estou a despertar-vos e este ano em Guimarães e Bragança, vão abrir mais.
Não entrem em Lojas que se dizem reigiosas, pois são tudo menos, religiosas.
Acreditem sempre em Deus, que ele dá-vos tudo e ajuda-vos, que eu sou um elemento que vos alerto.


Já leram a "Mensagem de Natal para Não fazerem Donativos"?

Pesquisem esse título e podem encontrar informação, que vos abra os olhos.
Leiam as notícias que vos revelo em 2011.
Adoro-vos, mas este ano ando repleta de trabalhos e exames e muito mais, por isso, se não vos actualizar ou falhar alguma vez, não se admirem, é o meu cansaço excessivo, mas com gosto, pelo menos.

Bom Ano para Todos.

Espero que gostem da Música do Michael Jackson, pois é a minha música favorita desde Criança, e diz uma parte daquilo que eu amo, como a Música: Cry, deste cantor,por isso ouçam-na bem que representa os dias de Hoje e foi mais uma mensagem do Michael Jackson.

Bom Ano, e sorriam expontâneamente, que Deus pede-vos isso, e amem-se por serem Pursos, pois quem não é, são pessoas secretas.

Boa Estada e uma Excelente Viagem neste blog, ahahah.

Mas sério, Façam Boas Férias e façam Boas Viagens.
Bom Ano 2011, e não se esqueçam leiam o blog e mensagem que vos recomendo.
Muito Obrigado a todos,
Lénia



Aos Meus Leitores Queridos e que me visitam: Reveillon 2010/2011

Este ano, os Dados do Reveillon ou Passagem de Ano 2010/11, serão todos revelados numa das notícias mais lidas, que foi em Setembro 2010 que meti.
Por isso mesmo em Novembro e Dezembro, tudo que refere ao Natal e Reveillon, 2010/11 quer dos Operadores Turísticos como aos Grupos Hoteleiros este ano 2010/2011, vão ficar na mesma página para vos facilitar a vida e ajudar-vos a não se perderem tanto.

Pois todos os meus blogs são com esse objectivo, ajudar-vos sempre, pois assim é a minha natureza.

Não meto nunca nenhuma religião como obstáculo de travar contacto comigo nem cor, nem sou preconceituosa em nada.
Por isso espero que gostem do aviso e bom trabalho para todos e boas férias e boas saídas e entradas.
Muito obrigado pela vossa atenção,
Lénia
16-11-2010

Heal The World- Michael Jackson, My favorite music the Michael Jackson/ MJ+Diana+Assange=Deus Divino

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A riqueza pessoal e os jantares com poderosos-Duarte Lima, Revista Sábado

A riqueza súbita e os jantares com poderosos 17-11-2011 Por Maria Henrique Espada e António José Vilela Os muitos jantares no 11.º andar da Av. Visconde de Valmor, a luxuosa casa de Domingos Duarte Lima num dos prédios mais in de Lisboa, ficaram famosos. Ia lá gente com poder, dinheiro ou influência - ou as três coisas ao mesmo tempo. José Sócrates, um amigo que Duarte Lima visitava em São Bento e no seu apartamento na Rua Braamcamp, também jantou lá. Foi, aliás, na Visconde de Valmor que o ex-primeiro-ministro foi apresentado a Ricardo Salgado, outro amigo do antigo líder parlamentar do PSD. Passaram também por estes jantares em casa de Duarte Lima o ex-chairman do Banco Privado Português (BPP) João Rendeiro, o ex-ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho, a apresentadora Bárbara Guimarães, o antigo líder do CDS Adriano Moreira ou os jornalistas Margarida Marante e Emídio Rangel, além de muita gente ligada à banca e às finanças. Eram, segundo um dos presentes, "jantares impressionantes". Pelas presenças, pelo serviço e pela casa. As refeições eram preparadas por Luís Suspiro no próprio local. Os pratos vinham assinados com as iniciais do famoso chef e, no fim, este ia à mesa explicar as criações que tinha apresentado. A casa chamava a atenção: as paredes estavam, e estão, cobertas de obras de arte e o escritório era forrado de madeira. A decoração foi assegurada pelo ateliê de Graça Viterbo - que também ia aos jantares. Mas sempre com muita intervenção do cliente, segundo disse a decoradora a um conhecido. Duarte Lima acompanhou tudo de perto e deu muitas opiniões. Graça Viterbo contava até que o cliente "não admitia um objecto fora do sítio". E os objectos eram quase sempre especiais: o advogado pagou, por exemplo, 14.400 euros por um "móvel com alçado em nogueira", segundo apurou, em 1997, uma investigação do Ministério Público (MP) a indícios de crimes fiscais, em que Duarte Lima acabou ilibado. NO TOTAL, A DECORAÇÃO custou 705 mil euros. Luís Suspiro, apontado como um dos chefs mais caros a trabalhar no mercado, não revela quanto cobrava: "Entre cavalheiros nunca se marcam preços. Nem nunca reparei no que me pagou." Se cada um destes jantares exibia a prosperidade financeira e o sucesso social do anfitrião, fora de casa Duarte Lima almoçava com frequência no restaurante Solar dos Presuntos, muito frequentado pela elite política; fazia férias na neve, na Suíça, França ou Itália - chegou a encontrar-se casualmente com Rendeiro no esqui; ia todos os anos ao festival de Salzburgo, o mais famoso espectáculo de música clássica do mundo; e construiu uma casa na Quinta do Lago, a zona mais cara e exclusiva do Algarve. Dava-se ainda com o já falecido banqueiro Horácio Roque, dono do Banif e um dos homens mais ricos do País, era amigo de José Manuel Espírito Santo e "tinha uma boa relação com o BES", destaca João Rendeiro. Era rico e dava-se com a elite. Mas nos últimos tempos nem tinha escritório de advogado aberto - trabalhava a partir de casa. Há poucos anos, um amigo mais atrevido perguntou-lhe de onde lhe vinha tanto dinheiro, uma vez que no meio jurídico não se lhe conheciam trabalhos. Ele ter-lhe-á respondido que só tinha um caso em mãos: "É o caso de uma herança." NO ÚLTIMO ANO, Duarte Lima deixou de fazer jantares, os habituais almoços foram decrescendo (embora ainda apareça pelo Mercado do Peixe, um dos seus restaurantes preferidos) até quase pararem no fim de 2010. Alguns amigos acreditam que hoje passa a maior parte do tempo em casa. Foi neste período que se tornou o principal suspeito no homicídio de Rosalina Ribeiro, a secretária que viveu no Brasil com o milionário Thomé Feteira. Em algumas conversas telefónicas, faz até perguntas preocupadas aos amigos: "O que é que se diz?" "Há um ano que não pensa em mais nada", confirma um deles. Duarte Lima sente que o cerco dos "inimigos" está a apertar-se: em Portugal, foi constituído arguido, com termo de identidade e residência, no processo dos 6 milhões de euros da herança Feteira transferidos para as suas contas na Suíça, por suspeitas de burla, branqueamento de capitais, falsificação e fraude fiscal; no Brasil, está a ser investigado no caso do assassinato de Rosalina Ribeiro em Dezembro de 2009. A investigação preliminar da polícia do Rio de Janeiro terminou na semana passada e aponta "indícios veementes de autoria". As suspeitas assentam nas "omissões" e "mentiras" que dizem ter ouvido de Duarte Lima. Segundo os indícios que constam no relatório policial preliminar, o advogado terá estado, na véspera do crime, no local onde apareceu o corpo baleado da vítima. E terá sido a última pessoa a estar com Rosalina Ribeiro antes do homicídio. A polícia diz ainda que Duarte Lima terá usado vários telemóveis pré-pagos (impossíveis de ligar ao proprietário) durante a viagem ao Brasil. No relatório são citadas as facturações detalhadas cruzadas de telemóveis e telefones fixos de Duarte Lima, Rosalina Ribeiro, Marlete Oliveira (secretária de Lima que esteve com ele no Brasil aquando da morte de Rosalina Ribeiro) e do motorista Wenderson Oliveira (que chegou a ser contratado por Lima no Brasil). O carro alugado por Duarte Lima foi ainda fotografado por um radar de trânsito no local do homicídio, um dia antes do crime. O advogado não terá esclarecido qualquer destes factos à investigação e não respondeu aos emails nem aos telefonemas feitos pela SÁBADO. A ORIGEM DA OSTENSIVA riqueza de Duarte Lima esteve sempre envolvida em dúvidas. O advogado declarou ao Tribunal Constitucional (TC) um rendimento anual de 441.583 euros quando reiniciou funções de deputado, em 2005, e de 232.741 euros quando deixou o cargo, em 2009. Isto além de cerca de 207 mil euros num PPR aberto no BES. Mas havia mais: envolvera-se em negócios milionários, que não declarou logo. Poucos meses antes da nacionalização do BPN, Domingos Duarte Lima tinha uma dívida de 5.938.530 euros ao banco, através de um empréstimo (o total emprestado foi de 6.628.000 euros) contraído sem a apresentação de qualquer garantia em troca, segundo documentos internos de 31 de Outubro de 2008. O advogado, que chegou a possuir 1.645.000 acções (a 1 euro cada uma) do BPN, usou o empréstimo para reforçar a sua colecção de arte. As administrações de Miguel Cadilhe e de Francisco Bandeira (após a nacionalização do banco) forçaram-no a dar como penhor as obras de arte compradas com o empréstimo. Mas só quase dois anos depois, em Maio de 2011, é que o advogado corrigiu as declarações de rendimentos de 2005 e 2009 nas quais nada disso constava. Aí constata-se ainda que tinha omitido bens de valor superior a 1,5 milhões de euros, em acções (as da SLN) e aplicações financeiras: cerca de 122 mil euros de unidades de participação do Inv. Bank AG, depositadas no banco suíço UBS, e 1,4 milhões em acções da SLN. A ligação ao BPN é antiga: chegou a comprar um offshore que foi de Oliveira Costa e representou interesses líbios que ponderaram adquirir o banco antes da nacionalização. Carregue na foto seguinte para continuar a ler. http://www.sabado.pt/Multimedia/FOTOS/-spam---b--Politica---b----spam-/Fotogaleria-(15).aspx Se Duarte Lima sempre cumpriu o pagamento do empréstimo com o BPN, o mesmo já não aconteceu com o filho, Pedro Lima, e com um dos sócios de ambos, Vítor Raposo. Num negócio de compra de terrenos no concelho de Oeiras, o fundo Homeland, detido maioritariamente (85%) por Pedro Lima e Vítor Raposo, obteve do BPN um empréstimo que poderia chegar aos 60 milhões de euros. Deste valor, os sócios gastaram 48.271.241,83 euros em 35 terrenos na área onde estava prevista, no concelho de Oeiras, a construção das novas instalações do IPO/Lisboa. O projecto nunca avançou e os terrenos estão hoje avaliados em pouco mais de metade do valor da compra. A operação Homeland deixou um buraco de mais de 46 milhões de euros no BPN. O caso está a ser investigado pelo MP e Duarte Lima, apesar de já ter garantido à SÁBADO que não teve qualquer relação com o negócio, é um dos principais suspeitos. NADA NAS ORIGENS de Duarte Lima fazia antever este percurso. Quando o pai morreu de cancro, tinha Domingos 11 anos, a mãe ficou sozinha com nove filhos, que tentava alimentar vendendo peixe e fruta num rés-do-chão no centro de Miranda do Douro. Domingos ajudava-a depois das aulas e ao fim-de-semana. O vizinho Alberto lembra-se de o ver em pé na rua, encostado à parede, debruçado sobre um livro, "sempre a ler". Domingos tornou-se o maior cliente da biblioteca itinerante da Gulbenkian. Na igreja, onde ia à catequese e era acólito, apaixonou-se pela música. "Ele não tinha órgão e então criou uma escala e tocava com os dedos" num piano imaginário, conta o antigo bispo de Bragança D. António José Rafael. Era dotado. Tanto que, aos 13 anos, era organista na Sé. Aos 16, começou a dar explicações e ganhava o suficiente para comprar colecções de selos (a primeira coisa que coleccionou) num primeiro andar junto ao Rossio, em Lisboa, onde passava as férias de Verão em casa das duas irmãs mais velhas. Aos 18 anos mudou-se de vez para a capital. Foi aí que fez o 6.º e o 7.º anos do liceu ao mesmo tempo, no colégio Fernando Pessoa. O tio Júlio, irmão da mãe, deu-lhe emprego na sua empresa imobiliária. Aos 23 anos já tinha ganho o suficiente para construir uma casa vistosa para a mãe em Miranda do Douro. Hoje, o jardim está seco mas ainda lá vivem as irmãs Maria de Fátima e Lurdes - uma trabalha no centro de saúde, a outra é auxiliar na escola básica. O irmão Fernando, que vive no lar da Santa Casa da Misericórdia, ainda faz todos os dias a pé o percurso entre a Sé e a antiga peixaria da mãe. Domingos foi o único dos irmãos a enriquecer e hoje pouco vai à terra. O curso de Direito ajudou. Quando entrou para a Universidade Católica, como bolseiro porque não podia pagar as propinas, os colegas eram todos meninos-bem. E ele era notado à distância pela forma "claramente provinciana" como se vestia, recorda um aluno da altura. "Era o piroso da turma." Os colegas não o hostilizavam, mas também não se aproximavam. A primeira a fazê-lo foi Margarida Marante, que prefere não falar sobre esses tempos. Tornaram-se amigos e Domingos agradeceu-lhe a atenção oferecendo-lhe alheiras feitas pela mãe. Nas aulas, era bom aluno, mas não era brilhante. Em 1980, tornou-se maestro do coro da Católica. Nessa época, já lera os clássicos todos e gostava de debater filosofia. Acabou por ganhar respeito graças à sua cultura. Margarida Marante, militante do PSD, decidiu apresentá-lo a Ângelo Correia. "Ela estava no núcleo da RTP, que era da minha responsabilidade no partido, e um dia disse-me: 'Há aqui um tipo que valia a pena chamares'", recorda o ex-ministro. Os três encontraram-se num café na Alameda das Linhas de Torres e o encontro correu tão bem que Margarida acabou por sair e deixar os dois a discutir Bernstein e a ideologia do partido. "Era um rapaz pobre, apadrinhei-o, foi meu adjunto [no Ministério da Administração Interna] de 1981 a 1983." Hoje, Ângelo Correia diz que nunca foram "próximos" e que há muito perdeu o contacto, mas, nessa época, fez tudo para promover um colaborador que considerou "dedicado, esperto e com bom contacto político". EM 1982, ÂNGELO CORREIA apoiou Rui Gomes da Silva para candidato à JSD e quem também estava na lista confirma que foi o ex-ministro a pedir que se pusesse em número dois o seu jovem adjunto. Mas perderam. Um ano depois, conta Amândio Gomes, então presidente do PSD Bragança, foi também Ângelo Correia a impor-lhe Duarte Lima como número dois da lista de candidatos a deputados. O "afilhado" chegou assim ao parlamento em 1983 e começou a ganhar peso em Bragança, mas ainda se sentia pouco à vontade em debates públicos. Júlio Carvalho, antigo governador civil, lembra-se de uma assembleia geral de militantes em 1985, em Macedo de Cavaleiros, durante a campanha partidária interna, em que Duarte Lima foi duramente atacado. "Ele sentiu-se sem capacidade de reagir. E disse-me: 'Júlio, só vocês me podem salvar.' E eu fiz uma intervenção a defendê-lo." Mas em pouco tempo fez inimigos. Júlio Carvalho conta: "Em 1988, era governador civil e fui confrontado com pressões insuportáveis para tirar este, pôr aquele. Queriam fazer um saneamento geral das pessoas não filiadas no PSD. Dei uma conferência de imprensa e chamei a esse grupo, que o dr. Duarte Lima integrava, skinheads da política." Amândio Gomes, que o antecedeu na liderança da distrital, também é crítico: "Ele vinha de um meio muito pobre e para ele o dinheiro era tudo. Traía os amigos. O nosso opositor interno criticava-o bastante. A solução dele foi aliar-se a ele." Amândio Gomes chegou a intervir num conselho nacional, dirigindo-se a Cavaco Silva, para denunciar os "traços de personalidade" de Duarte Lima. Cavaco agradeceu-lhe o discurso e não fez mais comentários. A 18 DE NOVEMBRO de 1982, Duarte Lima convidou o bispo de Bragança, D. António José Rafael, para celebrar o seu casamento com Alexina Bastos Nunes, em Fátima - um dos convidados foi Ângelo Correia. Em Lisboa, o casal foi viver num andar em Linda- -a-Velha. Quando foi eleito pela primeira vez deputado, em 1983, declarou um rendimento de 53 mil escudos (265 euros) líquidos mensais, uma casa em Miranda do Douro, financiada com um empréstimo do Montepio Geral, o apartamento de Linda-a-Velha e um Toyota Carina. Em 1991, ano em que seria eleito líder parlamentar do PSD, declarou um Alfa Romeo e um Honda Civic e dois depósitos a prazo: um de 50 mil euros e outro de 67.500. Ainda não era rico nem conhecido. Durante a passagem pelo parlamento tornar-se-ia as duas coisas. Terminado o curso, em 1986, e já deputado, Lima estagiou com Agostinho Cavaleiro Ferreira, mas o patrono não tinha tempo para lhe dar atenção e Assunção Esteves, colega do PSD e actual presidente da Assembleia da República, pediu ajuda ao então marido, José Lamego, do PS. Na prática, Lima estagiou no escritório de Lamego. "Ele foi lá aprender, fazia apenas coisas ligeiras, mas era dinâmico e muitíssimo inteligente", recorda o também advogado. No PSD começou a dizer-se que ganhara muito dinheiro durante a euforia da Bolsa, em 1987. Nesse ano, comprou um apartamento num dos melhores edifícios de Lisboa, na Av. João XXI, o Via Veneto, mas só se mudou para lá em 1989. Em 1990, trocou o apartamento por outro ainda mais luxuoso no edifício Valmor, do mesmo construtor, José Cristóvão. NA SUA VIDA PESSOAL começou a exibir sinais exteriores de riqueza e a comprar várias obras de arte; na política tudo lhe corria bem. Teve uma ascensão rápida dentro do grupo parlamentar, chegou a vice-presidente e tornou--se o símbolo do rigor cavaquista: era dele a tarefa de aplicar as multas impostas por Cavaco aos deputados faltosos. Álvaro Barreto e o próprio Ângelo Correia foram dois dos multados. Ganhou a imagem de cão de fila de Cavaco, que dava a cara pelas tarefas mais incómodas. Em 1991, subiu a líder parlamentar. Tinha assento na comissão política, onde estavam Marques Mendes, Fernando Nogueira ou Dias Loureiro, de quem se tornou amigo (há dois anos que deixaram de se falar). Cavaco atendia sempre os seus telefonemas. Mas a queda foi ainda mais rápida do que a ascensão. Em Dezembro de 1994, O Independente publicou a manchete Casa Cheia, com suspeitas de fuga ao fisco, e seguiram-se várias outras em que os seus negócios foram investigados. Sob pressão, optou por deixar o parlamento e solicitou à Procuradoria-Geral da República uma auditoria às suas finanças pessoais. O processo foi arquivado em 1997, mas, ao mesmo tempo, as conclusões deixaram dúvidas sobre o enriquecimento inexplicado de Duarte Lima. No caso do apartamento na Visconde de Valmor, a investigação concluiu que o valor declarado de 45 mil contos ficava abaixo do valor real, mas faltava prova documental para sustentar uma acusação de fuga à sisa. Segundo o MP, Duarte Lima teria comprado um apartamento e, alegadamente, apenas alugado um outro no mesmo andar. Mas havia indícios de que o aluguer era fictício e de que teria comprado os dois: era um caso de "negócio simulado por substituição da pessoa adquirente". No caso da Quinta da Encosta, em Sintra, Duarte Lima comprou dois lotes, mas quem tinha assumido a propriedade, na escritura, era uma sobrinha, Alda de Deus, sem meios para tal investimento. Concluiu o MP: "Há indícios suficientes de que Duarte Lima é proprietário da Quinta da Encosta, por interposta empresa, a Cosmatic Properties." Os terrenos foram declarados nas finanças por 180 mil euros, mas foram efectivamente pagos 790 mil. Os números foram rectificados dois dias antes da manchete de O Independente. Duarte Lima e Vítor Fonseca, seu sócio no escritório de advogados e assessor no grupo parlamentar, chegaram a ser constituídos arguidos, mas o pagamento da sisa devida levou ao arquivamento. Finalmente, o MP apurou ainda que, entre 1986 e 1994, Duarte Lima depositou nas suas contas mais de 5 milhões de euros, um quarto dos quais em numerário, tendo declarado ao fisco apenas 900 mil - valor que acabou por regularizar mais tarde. A maior parte dos depósitos (3,2 milhões de euros) foi feita em apenas dois anos, entre 1992 e 1994, quando era líder parlamentar. O advogado justificou os rendimentos com investimentos na Bolsa e no mercado não oficial de capitais, disse que negociava em obras de arte e que tinha rendimentos da actividade de advogado. Mas o MP apenas identificou dois clientes seus: a Associação Nacional de Farmácias e a Mota & Companhia, com pagamentos pouco relevantes. Em nome de Duarte Lima e de 10 pessoas consigo relacionadas foram também detectadas 35 contas bancárias cujos titulares não conseguiram justificar os valores depositados. O MP considerou que as contas eram "manobras de simulação de capitais", mas que "não se apuraram factos que integrem situações de abuso de poder da função de deputado". DUARTE LIMA FOI PERDENDO alguns amigos nesta fase. As relações com Cavaco Silva arrefeceram. Ângelo Correia achava-o distante. Confessou mais tarde a um amigo comum que estranhou nunca ter sido convidado para os sumptuosos jantares em casa do ex-protegido. Achou que este não o considerava suficientemente "chique" para figurar entre a beautiful people que gostava de ter à mesa. Ainda assim, politicamente, o arquivamento dos processos foi suficiente para limpar a sua imagem, permitindo a Duarte Lima regressar rapidamente. Ainda em 1997, candidatou-se à distrital de Lisboa, conseguiu apoios em secções-chave e derrotou José Pacheco Pereira e Pedro Passos Coelho, provando que mantinha peso interno. Pouco depois, voltou a afastar-se por causa da leucemia. No dia 6 de Novembro de 1998, num jantar no antigo Hotel Penta (hoje Marriott), em Lisboa, antes de uma acção de campanha, estavam Marcelo Rebelo de Sousa, líder do partido, Leonor Beleza, João Silveira Botelho, Carlos Horta e Costa, secretário-geral do PSD, e Duarte Lima. A leucemia, já superada, de Horta e Costa, veio à conversa. Duarte Lima não sabia e ficou espantado com a notícia. Marcelo brincou: "Já tínhamos tudo encomendado, missa com o padre e tudo." Para a noite de 13 de Novembro, uma semana depois, estava marcado um jantar da distrital de Lisboa do PSD na Casa Pia. Duarte Lima e Marcelo iam discursar. Duarte Lima já não apareceu. NESSE DIA, À TARDE, recebera um telefonema do IPO. Em análises de rotina para um seguro de vida foi-lhe detectada leucemia mieloblástica aguda. Numa entrevista à revista Focus, recordou assim o momento em que soube: "Senti de repente a boca completamente seca. Disse coisas de que não me recordo." Mas nessa mesma noite, quando Horta e Costa e Marcelo o foram visitar ao IPO, já tinha passado do choque ao optimismo. "Vou vencer a doença, dizia ele", recorda Horta e Costa. Foram seis meses de tratamento, seguidos de um transplante de medula, de um irmão compatível. Quando Manuel Abecassis, director do IPO, o foi ver, na preparação para o transplante, só estranhou um pedido: "Pediu-me se poderia levar para dentro do quarto um órgão para tocar, porque prevendo-se um internamento prolongado, em isolamento rigoroso, o órgão iria ajudá-lo a passar o tempo." Ficou internado num quarto com 10 metros quadrados e tocava todos os dias com auscultadores para não incomodar os outros doentes. Lia durante nove horas diárias, literatura e filosofia, e tocava sobretudo Haendel, Bach e Buxtehude, velhas paixões. Foram meses totalmente isolado, em que tomou mais de 20 comprimidos por dia, perdeu o paladar, emagreceu e só recebia visitas curtas através de um vidro. O amigo João Silveira Botelho conta que "ele mostrava sempre uma enorme coragem". Manteve a fé de um católico convicto. Acabou por criar com os médicos que o acompanharam a Associação Portuguesa contra a Leucemia, que fez aumentar de forma extraordinária o banco português de dadores de medula óssea. RECUPERADO, CASOU em casa, na Visconde de Valmor, com Maria Paula, uma antiga secretária (divorciara-se após deixar a liderança parlamentar), a 25 de Agosto de 2000 e sem convenção antenupcial. Paula, 36 anos, passou a acompanhá-lo na vida social e nos jantares em casa, sempre muito calada, mas impecavelmente bem vestida. A doença reabilitou-o do ponto de vista mediático. Organizou galas de recolha de fundos com a presença de Aníbal e Maria Cavaco Silva, José Sócrates, Maria Barroso, Manuela e António Ramalho Eanes e figuras públicas do desporto, da música e da televisão. Na política nunca voltou a ter destaque. Ainda quis regressar à distrital de Lisboa do PSD, mas desta vez perdeu para Manuela Ferreira Leite, apoiada pelos cavaquistas. Em 2005, tornou-se de novo deputado, com a liderança de Pedro Santana Lopes. Mas chegou a ter de suspender o mandato por motivos de saúde, relacionados ainda com a leucemia. Em 2007, Luís Filipe Menezes convidou-o para seu vice-presidente no partido. Conhecia-o desde os anos 80, no parlamento. Houve mesmo uma especulação sobre a sua eventual nomeação para líder parlamentar, mas foi rapidamente desfeita. Marcelo ajudou a isso, dizendo que Duarte Lima estava "num bloco central de interesses com o PS e com José Sócrates". O professor conhecia a proximidade entre os dois. Em Agosto de 2010, surgiu nos jornais a suspeita do seu envolvimento no assassinato de Rosalina Ribeiro. Foram muitos os que lhe ligaram, incrédulos. Um desses telefonemas foi de José Mendes Bota, que partilhou com ele um gabinete no parlamento, nos anos 80, e sempre o viu como um "homem generoso e de princípios". Duarte Lima mostrou-se indignado com as suspeitas e queixou-se de uma "cabala" e de um "jogo de interesses": "Podes ter a certeza de que não tive nada a ver com isto!" http://www.sabado.pt/Multimedia/FOTOS/-spam---b--Politica---b----spam-/Fotogaleria-(15).aspx

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